Espaço público e apropriação cidadã: concepções, práticas e exigências

Quand :
Novembro 9, 2020 – Novembro 11, 2020 Jour entier
2020-11-09T00:00:00-01:00
2020-11-12T00:00:00-01:00
Où :
Sào Carlos

Há doze anos que investigadores lusófonos e francófonos em planeamento e desenvolvimento urbano e regional estabelecem laços de cooperação e intercâmbio, organizando Diálogos Franco-Lusófonos em planeamento e desenvolvimento urbano e regional de dois em dois anos. As cinco primeiras edições destes encontros foram realizadas alternadamente na França e no Brasil: Paris (2011), São Paulo (2012), Lille (2014), Salvador da Bahia (2009, 2016), Tours (2018). Cada vez que resultaram na publicação de livros e edições especiais de revistas.

Inicialmente limitados ao intercâmbio franco-brasileiro, desde 2016 esses diálogos – diálogos – estão abertos a todos os pesquisadores em planejamento e desenvolvimento urbano das duas áreas linguísticas, Luso e francófona.

Para a edição de 2020, propomos o seguinte tema como orientação geral:

“Espaço público e apropriação cidadã: DESAFIOS, concepções, práticas e exigências”.

O colóquio visa continuar e completar o esforço de reflexão sobre a relação espaço-sociedade-ambiente (“natural” e antropizada) já realizado por muitos pesquisadores, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, internacional e comparativa. O objectivo é reunir investigadores e profissionais interessados na intersecção das questões urbanas e sociais, e mobilizar contribuições de todas as ciências humanas e sociais. Se pelo seu próprio propósito o campo disciplinar do colóquio se ocupa principalmente do planejamento urbano no sentido estrito do termo, de acordo com o próprio espírito dos Diálogos, são desejadas contribuições mobilizando os conceitos, métodos e fundamentos teóricos de disciplinas como geografia, economia, sociologia, planejamento territorial, direito e gestão, ciências ambientais, arquitetura e ciências do projeto. A conferência está, portanto, totalmente aberta a estas disciplinas, especialmente porque uma abundância de literatura nos mostra que muitas disciplinas trataram da questão do espaço público, que pode ser abordada tanto do ponto de vista jurídico, econômico, sociológico, geográfico, histórico ou filosófico, como de um planejamento urbano; nomeadamente, no que diz respeito a esta última disciplina, na sequência do trabalho de Jürgen Habermas porque, no final, talvez não haja uma distância tão grande entre a visão do filósofo do espaço público – ou da esfera pública – como lugar simbólico para a circulação de ideias e espaço de debate público, e a análise dos espaços públicos físicos que, na sua materialidade, permitem a circulação e/ou o encontro de cidadãos/cidadãos e coisas.