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Publicação do 7º Boletim Informativo do escritório do CNRS no Rio de Janeiro

Como parte de suas missões, o escritório do CNRS na América do Sul promove o trabalho de pesquisadores e as diversas iniciativas relacionadas à pesquisa e inovação na região através de sua Newsletter: « As noticias CNRS Rio – Ciências na América do Sul » publicada a cada 6 meses.

Este trabalho de divulgação científica visa destacar o trabalho dos pesquisadores na seção Palavra de pesquisadores, as ferramentas de colaboração internacional da CNRS na seção Ações CNRS, assim como eventos científicos. Esta publicação também visa apresentar as instituições que facilitam o desenvolvimento da ciência na América do Sul na seção Luz sobre… e sensibilizar para os programas que promovem o intercâmbio científico entre a França e a América do Sul na seção Qual o Programa.

Assim, nesta sétima edição, publicada no início de junho, você pode descobrir..:

  • Palavra de pesquisadores
    • O trabalho de Guillaume Odonne, etnobiólogo na Guiana Francesa
  • Ações CNRS
    • O OHM Oyapock, um Observatório na fronteira franco-brasileira
  • Luz sobre…
    • Entrevista com Olga Anokhina, Diretora do Escritório do CNRS no Rio, sobre a situação do Coronavírus na América do Sul
    • A organização da arqueologia francesa na Mesoamérica e América do Sul
  • Qual o programa ?
    • Financiamento europeu apresentado pela Euraxess
  • Eventos
    • A primeira Noite de Ideias no Brasil
    • Comemorando os 120 anos da Fiocruz

Você pode encontrar a versão completa da Newsletter aqui


Chamadas em andamento dos programas ECOS Norte/Sul

Os chefes de projecto que desejem candidatar-se ao programa Ecos Norte ou Sul têm até :

  • 29 de Maio para o Uruguai (Sul),
  • 10 de Junho para o Chile (Sul),
  • 21 de Junho para a Argentina (Sul),
  • 12 de Junho para a Colômbia (Norte);

para enviar o seu dossiê.

O objetivo do programa é iniciar ou desenvolver a cooperação científica e as relações entre centros de pesquisa e universidades franceses e sul-americanas através do apoio a projetos conjuntos de pesquisa de excelência durante um período de três anos.

Mais informações sore o programa : http://www.univ-paris13.fr/cofecub-ecos/


Ciclo de Humanidades virtual – 2° encontro

O segundo encontro do Ciclo de Humanidades Virtual 2020, a ser realizado no próximo dia 28 de maio (19h-21h). O Ateliê de Humanidades, organizado juntamente com a BiblioMaison/Consulado da França, traz a questão e o desafio da solidariedade para o centro das atenções, tirando-o do sombreamento feito por outras demandas que aparecem quase sempre como maiores e mais urgentes. Pois, se é claro que, em uma sociedade que prima pelo individualismo, as questões de injustiça social tendem a ser desprezadas e as fragilidades do ser humano, menosprezadas, neste momento de urgências econômica e sanitária, as questões de justiça e as demandas de cuidado emergem como sendo as urgências das urgências, como se vê nas iniciativas comunitárias e nas campanhas públicas e mesmo privadas mundo afora. Contudo, para além de formas de assistência mútua em tempos de exceção e com “prazo de validade” condicionado à atual pandemia, as solidariedades da justiça e do cuidado podem ser vistas como orientação individual e social, como os próprios fundamentos da vida social, política e econômica – e mesmo como a própria fonte de sentido da existência individual.

Com a participação de Natália Fazzioni, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e de Thiago Panica Pontes, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e contando também com uma entrevista inédita do sociólogo francês Serge Paugam (Directeur de recherche au CNRS / Directeur d’études à l’EHESS), um debate percorrerá várias questões: será que a solidariedade pode ser uma orientação capaz de reatar o nó entre economia e vida, democracia e economia? Será que conseguiremos reconstruir as solidariedades pública e privada, fortalecendo o papel do Estado como organizador da justiça, dos direitos e do bem-estar social, bem como das associações como práticas vividas e cotidianas de cooperação e cuidado? Será que, diante da pandemia, haverá não apenas uma tomada de consciência de nossas desigualdades e vulnerabilidades, mas também uma saída de nossos isolamentos sociais rumo à construção de uma sociedade de mais justiça e cuidado?

Inscrição obrigatória:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdkSWyi8ZyzlqKIqH1GmuaC9uWVjAhLqMq0s1tO0JfRmJ4VCg/viewform

Data: 28 de maio (quinta-feira)

Horário: das 19:00 às 21h

Local: Aplicativo Zoom (link disponibilizado no ato da inscrição)

Mais informações na página do evento


A Fiocruz comemora seu 120º aniversário

A FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) comemorou seu 120º aniversário em 25 de maio de 2020. Inspirada no Instituto Pasteur de Paris, com o qual colabora há quase um século, a FIOCRUZ foi fundada em 1900 graças ao médico e epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz. Seu principal objetivo era responder à crise de saúde e desenvolver vacinas para combater a pandemia da peste bubônica.

Desde sua criação, a FIOCRUZ tem tido uma longa e frutífera história de cooperação com a França e a CNRS. Esta longa amizade entre o CNRS e a FIOCRUZ foi selada por um novo acordo em Outubro de 2019 que visa reforçar a parceria entre estas duas instituições e promover a investigação conjunta na área da saúde (ver Newsletter n°6).

A FIOCRUZ é sem dúvida a maior instituição de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas e médicas da América do Sul e é, além disso, a única instituição brasileira que faz parte da rede global Pasteur.

Recentemente, o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (COI/Fiocruz) foi designado como laboratório de referência pela Organização Mundial da Saúde para combater o Covid-19 nas Américas. O laboratório, que se juntou à rede de laboratórios especializados Covid-19 da OMS, começará agora a realizar testes para diagnosticar a doença na região.

A FIOCRUZ, que atualmente emprega 13.000 pessoas, está vinculada ao Ministério da Saúde e tem dois objetivos principais: por um lado, promover a saúde e o desenvolvimento social e, por outro lado, gerar e disseminar conhecimento científico e tecnológico. A FIOCRUZ, que está organizada em torno de 10 grandes institutos, 2 fábricas e 2 hospitais espalhados por todo o Brasil, tem uma gama muito ampla de atividades:

  • O desenvolvimento de projetos de pesquisa;
  • A prestação de serviços hospitalares;
  • A fabricação de vacinas, medicamentos e kits de diagnóstico;
  • Ensinar e treinar;
  • Informação e comunicação na área da saúde, ciência e tecnologia;
  • Controle de qualidade de produtos e serviços;
  • Implementação de programas sociais…

Para celebrar seus 120 anos, a FIOCRUZ organizou um evento comemorativo na forma de um webinar no dia 25 de maio de 2020, intitulado Fiocruz 120 anos. Em defesa da vida [Fiocruz 120 anos. Em defesa da vida]. O evento, que reuniu representantes de muitas instituições e laboratórios de pesquisa brasileiros, durou quase 3 horas e contou com aproximadamente 2.250 visualizações ao vivo. O webinar traçou um paralelo entre as condições em que esta instituição nasceu em 1900 para combater a peste bubônica e a crise sanitária que o Brasil enfrenta hoje com a expansão da Covid19. Este evento foi também uma oportunidade de apresentar o novo centro hospitalar com vocação permanente, construído no campus da FIOCRUZ para combater a pandemia de Covid-19. Além de ser um hospital que pode receber pacientes, o prédio abrigará um centro de pesquisa dedicado ao estudo da doença.

Nísia Trinidade Lima, Presidente da Fiocruz

Depois de uma apresentação do Ministro da Saúde em exercício, General Eduardo Pazuello, que falou do “orgulho” de ter uma instituição como a Fiocruz no Brasil, o evento foi inaugurado pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a primeira mulher a dirigir essa famosa instituição. Ela falou sobre a história da Fiocruz e os “desafios da pandemia de Covid-19” de hoje e de amanhã, destacando a importância dos estudos científicos, mas também das políticas públicas para responder o melhor possível a este tipo de crise.

Também falaram :

  1. Socorro Gross (Representante da OPAS[1]/OMS do Brasil)
  2. Marcelo Morales (Representante do MCTIC[2])
  3. Mauro Junqueira (Secretário Executivo CONASEMS[3] et ex-presidente do CONASEMS)
  4. Elizabeth Campos (Coordenadora do Projeto Casa Viva– REDECCAP)
  5. Soumya Swaminathan (Cientista  Chefe na OMS)
  6. João Carlos Salles (Reitor de l’UFBA[4])
  7. Eduardo Eugenio Gouvêa (Presidente da Firjan[5])
  8. Vitória Oliveira (Coordenadora da Girl Up Nise da Silveira e membro do corpo estudantil da EPSJV[6])
  9. Denise Pires (Reitora da UFRJ)
  10. Helena Nader (Presidente Honorária da SBPC[7])

Os participantes puderam recordar a importância de uma instituição como a Fiocruz no Brasil, que é “um lugar de excelência: da ciência, da política [pública], do conhecimento e da educação” [Elizabeth Campos]. Um grande número de intervenções sublinhou o fato de que a FIOCRUZ não é apenas o patrimônio científico nacional, mas também um “patrimônio mundial”.

Em conclusão, Nísia Lima recordou a importância das instituições científicas para o país, o compromisso de todos os colaboradores da FIOCRUZ e os principais valores e pilares da ciência moderna, que são “a liberdade e a ética na sociedade democrática”.

O evento está acessível no canal do Fiocruz Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=BCSyR0Lhxs0

Programa da cerimônia de 25 de maio

[1] Organização Pan-Americana da Saúde

[2] Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação

[3] Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde

[4] Universidade Federal da Bahia

[5] A Firjan é uma organização privada sem fins lucrativos com mais de 7.500 empresas associadas. Sua missão é “promover a competitividade empresarial, a educação e a qualidade de vida dos trabalhadores da indústria e da sociedade como um todo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Estado do Rio”.

[6] Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio

[7] Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência


Criação do Centro de Referência em Geociências (CRG) no Rio de Janeiro

Présentation générale

O SGB-CPRM (Serviço Geológico do Brasil – http://www.cprm.gov.br/), a ANP (Agência Nacional do Petróleo – http://www.anp.gov.br/) e a Petrobras (https://petrobras.com.br/) assinaram em 27/03/2019 um Memorando de Intenções com o objectivo de criar uma gestão integrada do conhecimento relacionado com a geologia nacional, promovendo o desenvolvimento tecnológico e a inovação principalmente para o sector do petróleo e gás.

Logo do SGB-CPRM, de Petrobras e da ANP

A médio prazo, essa parceria ampliará o conhecimento geológico das bacias sedimentares do continente brasileiro e dos oceanos adjacentes. Os projetos de pesquisa serão financiados por royalties da produção de petróleo e cobrirão diversos aspectos: estratigrafia, tectônica continental e análise de bacias, geodinâmica do Atlântico Sul e Equatorial, geodiversidade e impactos ambientais, arquitetura litosférica e sistemas minerais, dados digitais e de grande porte, recursos renováveis e minerais para o futuro. Este acordo inclui vários elementos importantes, tais como :

  • a revitalização do Museu de Ciências da Terra (MCTer), no Rio de Janeiro,
  • a ampliação da rede da litoteca para receber e disponibilizar toda a coleta de amostras de núcleo e outras amostras de perfuração atualmente sob custódia da Petrobras,
  • a criação do Centro de Referência em Geociências (CRG), com laboratórios de última geração em petrocronologia, geocronologia e geoquímica isotópica.

Esta iniciativa facilitará à comunidade científica pública e privada a realização de pesquisas geocientíficas em um único local, algumas das quais serão pioneiras na América do Sul.

Museu de Ciências da Terra (MCTer)

O Museu de Ciências da Terra (MCTer) do Rio de Janeiro é historicamente uma referência para a pesquisa científica em geologia e paleontologia. Entre suas missões estão o intercâmbio de coleções e materiais de pesquisa, a hospedagem de pesquisadores e estudantes para estágios e estadias de pesquisa, bem como a divulgação e publicação científica. Apesar das condições precárias das reservas técnicas e laboratórios, o fato de o museu ter uma coleção única no mundo o torna particularmente atrativo para pesquisadores nacionais e estrangeiros. Sua excepcional importância científica, tanto para o acervo do qual é tradicionalmente depositário como para as pesquisas ali realizadas, e seu potencial de parcerias institucionais nas esferas pública e privada, fazem do MCTer uma instituição com capacidade de se tornar referência no panorama científico nacional e internacional.

Imagem do Google Earth 3D (30/06/2018) mostrando o Museu da Ciência e da Terra e o layout dos diferentes blocos para revitalização (fonte: Projetos Conceituais dos MCTer CRG)

O prédio do museu está localizado no bairro da Urca, a poucas centenas de metros do famoso Pão de Açúcar. Será restaurada a fim de proporcionar acesso a um público mais amplo e permitir o pleno funcionamento de laboratórios e reservas técnicas fundamentais à pesquisa, desenvolvimento e inovação nas ciências da terra (sedimentologia, estratigrafia, biostrategrafia, paleontologia, micropaleontologia, paleo-ecologia, paleo-ambiente, paleoclimatologia, tectônica de bacias e sistemas petrolíferos associados). Estão previstas grandes obras de engenharia civil, incluindo, entre outras, a recuperação completa das fachadas do edifício principal (classificado como monumento histórico) e a construção de dois novos edifícios anexos para adaptar a infra-estrutura da reserva técnica, laboratórios, áreas funcionais e de apoio.

Proposta de reforma da agência C&P Arquitectura (Bloco 6) do edifício que será dividido em 5 andares (fonte: Projetos Conceituais dos MCTer CRG)

Centro de Referência em Geociências (GRC)

O futuro Centro de Referência em Geociências (GRC) – cujo nome está sendo alterado – abrigará laboratórios equipados com instrumentos de micro-imagem e micro-análise de última geração. Oferecerá inúmeras configurações analíticas para geoquímica isotópica e geocronologia, possibilitando responder às crescentes atividades de pesquisa científica nos setores industrial (petróleo, gás e minerais) e público (universidades e outros organismos públicos de pesquisa). O funcionamento do MAF será baseado na estreita cooperação entre instituições de pesquisa nacionais e internacionais, com uso compartilhado e colaborativo de seus laboratórios. Seus custos operacionais serão cobertos pelo financiamento de projetos de pesquisa, principalmente através do programa P, D&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação [P, D&I] da Petrobras). O CRG contribuirá para o avanço do conhecimento geocientífico no Brasil, levando-o a níveis de competitividade comparáveis a outros centros de renome internacional no campo das geociências.

Esboço da fachada do novo prédio do Centro de Referência em Geociências (fonte: Projetos Conceituais dos MCTer CRG)

Após a avaliação de vários sítios potenciais na região do Rio de Janeiro, foi tomada a decisão de localizar a RMC com base no próprio Levantamento Geológico do Brasil (SGB-CPRM) no distrito da Urca, próximo do Museu de Ciências da Terra (MCTer).

O CRG irá beneficiar de 7800 m2 de espaço (laboratórios, área de armazenamento de consumíveis e peças sobressalentes, escritórios, salas de reuniões, auditório, etc.) num edifício de 3 pisos. A parte “laboratorial” do piso térreo será composta numa primeira fase por cinco laboratórios que incluirão a maioria das abordagens técnico-científicas mais recentes, desde a preparação adaptada das amostras até à sua análise final, para datação de alta precisão e de alta resolução e caracterização geoquímica. Estes laboratórios são os seguintes:

  • O Laboratório de preparação de amostras (CRG-LPA) funcionará a montante de qualquer laboratório analítico e será essencial para gerar dados analíticos de alta qualidade.
  • O Laboratório de Microimagens e Análises Minerais (GMRC-MAML) terá como objectivo orientar as fases subsequentes da análise espectroscópica in-situ utilizando o microscópio electrónico de varrimento (SEM) e a análise mineral por microssonda electrónica (EPMA). Um dos objectivos será o de elucidar a textura interna do mineral e a sua composição química pontual através de cartografia química quantificada.
  • O Laboratório de Petrocronologia e Traçadores Isotópicos (CRG-LPTI) será constituído principalmente por espectrómetros de massa acoplados a fontes laser para a determinação simultânea de rácios isotópicos e elementos vestigiais e ultra-traço.
  • O Laboratório Avançado de Termocronologia e Gases Nobres (CRG-LTAGN) permitirá realizar determinações termocronológicas a baixas e médias temperaturas, complementando as técnicas a altas temperaturas acima descritas.
  • O Laboratório Avançado de Isótopos Estáveis (CRG-LIEA) será constituído pela primeira sonda iónica (SIMS) disponível na América do Sul. Esta sonda iónica permitirá a determinação de rácios isotópicos para uma multiplicidade de formulários de amostra e aplicações para além do campo geocientífico.

Esboço do novo prédio que abrigará os laboratórios do MAF. Observe o layout vertical de cada laboratório. No térreo há uma sala de equipamentos com atmosfera controlada de acordo com as especificações de cada equipamento. No primeiro andar estão as salas de apoio ao laboratório e, no segundo andar, as salas de pesquisadores associadas a cada laboratório.

Próximos Passos

Os projetos conceituais do Museu de Ciências da Terra (MCTer), do Centro de Referência em Geociências (CRG) e da rede de bibliotecas foram todos aprovados até o momento, e os termos de referência correspondentes estão sendo finalizados. Este ano será seguido da seleção de escritórios de arquitetura e engenharia para a realização dos trabalhos de construção e revitalização. Estas obras serão concentradas principalmente nos locais mencionados acima (MCTer, CRG) no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. A rede da litoteca exigirá a construção de um novo prédio (unidade sudeste) no Parque Tecnológico, distrito da Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, próximo à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ao Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES). Duas outras unidades serão reestruturadas e ampliadas nas terras do Serviço Geológico do Brasil em Manaus/Amazonas (unidade norte) e Feira de Santana/Bahia (unidade nordeste).

A operação representa um orçamento de várias centenas de milhões de reais (R$) totalmente financiado pela parte do programa P,D&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) da Petrobras dedicada à melhoria da infra-estrutura laboratorial. Os diferentes laboratórios (petrocronologia, termocronologia, isotropia avançada, etc.) do CRG terão muitos pontos em comum com os laboratórios conjuntos franceses CNRS-Universidade em geociências, tanto em termos de equipamentos analíticos como de temas de pesquisa. Foram estabelecidos contactos preliminares para beneficiar do feedback francês na concepção de laboratórios tão complexos e na instalação de equipamento analítico de alta tecnologia, bem como na criação de um programa de formação específico para a sua utilização (sonda iónica, por exemplo). Esta parceria SGB-CPRM – ANP – Petrobras é de fundamental importância para o Brasil, pois permitirá o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em geociências que podem ser associados a muitas outras grandes áreas de pesquisa brasileiras e internacionais.

Fontes :

Christian Lacasse (SGB)

Informações online :

http://www.conexaomineral.com.br/noticia/963/cprm-anp-e-petrobras-firmam-parceria-que-revitalizara-museu-e-criara-centro-de-referencia-de-geociencias.html

http://www.cprm.gov.br/publique/Noticias/Parceria-estrategica-entre-o-Servico-Geologico-do-Brasil%2C-Petrobras-e-ANP-vai-impulsionar-pesquisas-no-setor-de-petroleo-e-gas-6103.html?from%5Finfo%5Findex=51

http://www.mme.gov.br/web/guest/todas-as-noticias/-/asset_publisher/pdAS9IcdBICN/content/cprm-anp-e-petrobras-celebram-parceria-que-vai-impulsionar-pesquisas-nos-setores-de-mineracao-petroleo-e-gas-no-brasil/pop_up?_101_INSTANCE_pdAS9IcdBICN_viewMode=print&_101_INSTANCE_pdAS9IcdBICN_languageId=pt_BR


Covid-19 no Brasil: agravantes, cenários e riscos

Hervé Théry é geógrafo, diretor de pesquisa emérito do CNRS (UMR CREDA) e professor da Universidade de São Paulo (USP-PPGH). Desde 1974, ele se interessa pelas disparidades e dinâmicas do território brasileiro utilizando a cartografia temática e os estudos de campo.

Em seu trabalho Covid-19 no Brasil: Agravadores, Cenários e Riscos, ele utiliza o mapeamento e as características sócio-demográficas para preencher as reais lacunas de conhecimento sobre a disseminação do Covid-19 no Brasil. De fato, os números confirmando o número de mortes e de pessoas infectadas pelo coronavírus são provavelmente subestimados porque a maior parte da população não freqüenta os serviços de saúde.

Com base nos dados sociais e demográficos à sua disposição, ele faz duas hipóteses:

  • As condições sociais e a pobreza seriam propícias para a propagação do vírus.
  • A importância das igrejas evangélicas também seria um fator agravante para a expansão do território.

O artigo original está disponível em: https://covidam.institutdesameriques.fr/covid-19-au-bresil-aggravants-scenarios-et-risques/.


Cátedras franco-brasileiras na universidade de Uberlândia

Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, lançou, no início deste ano, o edital do Programa de Cátedras Franco-Brasileiras da UFU em 2020.

São três cátedras direcionadas a professores e pesquisadores de instituições francesas de pesquisa e ensino superior, que serão acolhidos na UFU durante 60 dias cada um. Uma delas acontecerá no período entre maio e junho, a outra no período entre agosto e setembro e a última delas, no período entre outubro e novembro.

Mais informações no website de Campus France : https://www.bresil.campusfrance.org/catedras-franco-brasileiras-na-universidade-federal-de-uberlandia


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