Café Científico “Sedução e Reprodução em Ambientes Marinhos”.

Café Científico com Thierry Pérez na Bibliomaison o 24/10/2019 (Foto : Escritório do CNRS na Am. Sul)

Numa altura em que a série de lentidões desapareceu das discotecas, e quando o Homem considera que as redes sociais só por si podem reduzir a dificuldade de encontrar um parceiro sexual, é importante mostrar que há exemplos na natureza para os quais é muito mais complicado assegurar a prole. Há mesmo um mundo, o mundo do silêncio, onde não é possível gritar como um veado para atrair uma fêmea. Há até seres vivos capazes de dar milhares, milhões de descendentes sem mover um único membro.

A conferência de Thierry Pérez, organizada em 24 de outubro de 2019 na Bibliomaison do Consulado Francês no Rio de Janeiro, nos levou a descobrir a inventividade dos representantes da biodiversidade marinha e nos apresentou exemplos das artes da sedução e/ou reprodução em muitas espécies. Estes métodos são emprestados dos nossos primos vertebrados mais próximos, adeptos das paradas amorosas, mas também dos nossos pais mais distantes que desenvolveram estratégias reprodutivas que evoluíram ao longo de mais de 500 milhões de anos. Desde a natação de garoupa, ao método “sneaker” de peixe lunar, à dança da célula de esponja e ao desfile dos tubarões, esta conferência proporcionou uma oportunidade para estudar e aprender mais sobre o que está a acontecer no mar de uma forma divertida. A conferência contou com a presença de quase 40 pessoas. O público, curioso e conquistado, pôde interagir com Thierry Pérez numa sessão de perguntas e respostas após esta apresentação.

Sobre o director da pesquisa, Thierry Pérez:

Thierry Pérez é Diretor de Pesquisa do CNRS dentro do Instituto Mediterrânico de Biodiversidade e Ecologia Marinha e Continental (IMBE). Ele é especializado no estudo de um grupo de organismos presentes em todos os mares do mundo – esponjas – que o leva a trabalhar em todo o mundo. Há muitos anos, ele vem realizando pesquisas no Brasil no campo da biodiversidade de esponjas. Atualmente é diretor do Laboratoire International Associé Franco-Brasileiro MARRIO, criado em 2013, como resultado da colaboração entre o CNRS, a UFRJ e a UERJ.